FAQ - Perguntas Mais Frequentes


1. O paciente em precaução para aerossóis utiliza máscara comum durante o seu transporte. Qual máscara é recomendada para uso do profissional neste trajeto?

A utilização da mascara cirúrgica no paciente em precaução para gotículas ou aerossóis tem como objetivo conter as secreções respiratórias partículas maiores que 5 micras para prevenir a contaminação do ambiente e de pessoas próximas, logo, não é necessário o uso de máscara pelos profissionais que realizam o transporte.

É valido lembrar que a mascara cirúrgica é capaz de conter as secreções por algumas horas e deve ser substituída sempre que necessário, como por exemplo, se houver perda da integridade, estiver úmida e de acordo com a orientação do fabricante.


2. Qual a orientação referente à reutilização de extensores de acesso vascular quando existe a necessidade de nova punção por perda do acesso vascular?

O risco infeccioso relacionado aos cateteres periféricos é tão relevante quanto aos relacionados aos cateteres centrais, assim independente do tipo de cateter, todos os sistemas de infusão devem ser manipulados de acordo com as melhores práticas assistenciais para evitar a entrada de patógenos por esta via.

É importante destacar que o acesso vascular é um fator de risco significativo para a infecção de corrente sanguínea, a qual tem alta letalidade e alto custo associado, sendo assim as medidas de prevenção apropriadas tem um elevado custo-benefício.

Recomendamos que a orientação descrita no manual da ANVISA referente à Prevenção de Infecção Primária de Corrente Sanguínea, publicado em agosto de 2010, seja seguida. A saber (pg 43):

Tubos extensores para infusão:
  • Nos cateteres periféricos pode ser considerado como parte do cateter

Desta forma, diante da necessidade de substituição do acesso periférico, o tubo extensor (conectado ao cateter) deverá ser desprezado e substituído em conjunto com o cateter. É importante destacar que a tentativa de desconexão do cateter periférico da extensão oferece risco de contaminação da linha de infusão e dos profissionais da área da saúde, portanto desencorajamos e contra indicamos esta prática.

Recomendamos como leitura complementar as recomendações práticas contidas no documento: Strategies to Prevent Central Line-Associated Bloodstream Infections in Acute Care Hospitals: 2014 Update - SHEA/ IDSA