Aquisição da sede em São Paulo

A aquisição da sede da APECIH e outros avanços!

06 de Novembro de 2001


Participei da Diretoria da APEIH durante 2 mandatos consecutivos. Nesta época a entidade estava fragilizada, quase sem atividades e com poucos sócios ativos. Não havia muitos interessados em assumir a diretoria e Maria Beatriz Souza Dias, a Bia, resolveu montar uma chapa para um "resgate" da entidade. Convidou-me para participar. Durante esta primeira gestão, com a presidência da Bia, fizemos um trabalho de profunda reflexão e avaliação sobre qual era a função da entidade e qual seria o melhor direcionamento para a nossa atuação. Após vários encontros e discussões decidimos que para melhor servir nosso associado deveríamos atuar em 4 frentes:

  1. Produzir material escrito em língua portuguesa, amplamente acessível a todos os nossos associados. Esta ideia já havia sido aventada pela gestão da Denise Cardo e Edna Rodrigues, no entanto pouco progredira. Começamos então a produzir as monografias, que são uma alternativa de qualidade para as pessoas que tem dificuldades com literatura em inglês.

  2. Realizar cursos em vários níveis, desde básico geral até avançado em tópicos específicos, para melhorar o nível de conhecimento do praticante de infecção hospitalar.

  3. Ser referência nacional sobre os assuntos de interesse do nosso associado, em especial junto aos órgãos governamentais. Esta medida foi importante para que não fossemos surpreendidos com normas, leis, etc. sem sentido prático ou teórico. É importante lembrar que neste período, posterior à morte do Presidente Tancredo Neves, o assunto ainda estava muito em evidência na mídia e todos os tipos de regras e leis eram sugeridos, muitos sem sentido. Definimos que a APECIH sempre se pronunciaria oficialmente sobre todos as questões importantes e elaboraria pareceres consistentes sobre tópicos em consulta pública, nunca se omitindo.

  4. Garantir a continuidade da entidade com o aumento da nossa base de associados. Acreditávamos que se a entidade fornecesse o que o associado precisasse, haveria interessados em se associar, o que garantiria a viabilidade financeira e a continuidade da entidade. Em especial acreditávamos que era necessário aumentar o envolvimento de pessoas jovens para garantir uma base para renovação da entidade e da sua diretoria. Foram com isso criadas as "Terças na APECIH", que eram reuniões periódicas com temas pontuais bem definidos e que eram preparadas e apresentadas por jovens, as mais novas gerações de profissionais. O objetivo era que, com isso, se aproximariam e se envolveriam com a APECIH. Entre nós, chamávamos a reunião de "APECIH Kids".

Tenho orgulho de dizer que atingimos todas as metas. A base de sócios cresceu muito, a entidade se viabilizou do ponto de vista econômico, as diretorias até hoje se renovam com a entrada contínua de pessoas jovens, e, principalmente, o material escrito produzido e os cursos da APECIH são uma referência para os seus associados e para o país.

Na segunda gestão em que participei me tornei presidente. A situação financeira da APECIH era boa e começamos a pensar em comprar uma sede própria. A APECIH havia mudado de sede algumas vezes, sendo acolhida por diferentes hospitais. Claudia Mangini, que era tesoureira, e Dédna L. de Freitas, secretária da entidade, eram entusiastas desta ideia. Após uma boa procura, acabamos adquirindo a sede atual na rua Itapeva.

Anna Sara Levin